Mudança de rumo
Postado por: Prof.
Edvar de Campos
Nasci no ano de 1960, em São
Caetano do Sul, cidade pertencente à região do grande ABC paulista. Oriundo de
família de baixa renda, quase desestruturada, mas com pais honestos e
trabalhadores, e com os percalços de minha pouca existência, ouvia e aprendia, desde
cedo, que: - “O trabalho era a coisa
mais importante na vida de um homem, e que os livros nunca encheriam a
“barriga” de ninguém”.
Assim cresci, e foi nos auges de
meus 17 anos, ainda cursando a 8ª série do ensino fundamental, com algum
dinheiro no bolso, pois era trabalhador, mas pouco instruído e mal letrado, que
tomei a decisão de mudar o rumo de minha vida. Fui então estudar num colégio
técnico particular de ensino tradicional, desses que “obrigam” o aluno a ler, a
escrever e a aprender. Foi nesse ambiente
que tive o meu primeiro encontro “forçado”
com os livros. Esse “forçado” me fez
pegar gosto por vários tipos de leitura, que me auxiliaram muito no
desenvolvimento do intelecto. Tudo isso me facilitou a entrada e o transcurso
de todo o ensino superior, com bolsa de 50% de desconto nas mensalidades, e
assim prosseguiu até a minha formatura, com rendimentos de ótimos empregos.
Hoje tenho a certeza, de que foi
esse tipo de ensino, tão criticado pelos “especialistas”
da educação, que em sua maioria também o teve, e que fazem questão que seus
filhos também o tenham, mas que não o recomendam aos filhos dos “outros”, o grande responsável pelo meu
desenvolvimento intelectual e profissional.
Isso que lhes contei é só um pouco
da história de minha vida, que a maioria de meus alunos já sabe, pois eu também
aprendi, e ainda estou aprendendo na escola da vida, que uma das obrigações do
mestre, é sempre de tentar dar um bom exemplo.
Acredito também que tanto os
autores quanto os professores, deveriam se preocupar mais com os tipos de
públicos alvos que os assistem, e tentar, sempre que possível, adaptar os seus
escritos, ou as suas aulas, a eles.
Eu quero ajudar a dar uma esperança
de vida melhor aos meus alunos, e trabalho muito para que eles possam ter a mesma
oportunidade que eu tive, de mudarem o rumo de suas vidas.
Deixo agora uma frase que criei para
mim, e que sempre repito aos meus próximos quando observo que eles estão se
deparando com os transtornos da vida:
- Só da o verdadeiro
valor ao “céu” aquele que passou pelo “inferno”.
Leitura e escrita no futuro
Postado por: Prof. Jeandro Carlos Moriel Garcia
Sobre minha infância não lembro muito,
pois acredito que já havia muitos recursos até para se aprender sozinho. Lembro-me
que os primeiros livros que comecei a ler eram da Barsa. Também me lembro da
biblioteca da escola, de seus livros ilustrados sobre insetos que relatavam
sobre os reinos das formigas e das abelhas. Tinha eu então 10 anos.
O que está marcando mais a leitura em
minha vida é o momento atual, onde estou utilizando o tablet e o celular. Estou
lendo muito mais agora. Praticamente leio todos os dias a folha online e livros
no tablet, geralmente da área das ciências exatas.
Há alguns anos eu acredito que o governo
do estado de São Paulo, de modo geral, investiu no acesso a educação, pois eu
não presenciei mais as crianças não entrarem na escola só porque tem cinco
anos.
Graças a Deus a educação universalizou e aumentou meios para buscar o conhecimento de conteúdos e habilidades, pois hoje temos:
Graças a Deus a educação universalizou e aumentou meios para buscar o conhecimento de conteúdos e habilidades, pois hoje temos:
-Escola
para todos e isso é verdade;
-Livro na escola em vários gêneros e literaturas na escola pública;
-Apostila e material didático;
-Educação gratuita pública para todas as idades;
-Muitas escolas construídas;
-Jornal e revistas dentro da escola toda semana;
-E a internet que permite você pesquisar assunto por várias fontes.
-Livro na escola em vários gêneros e literaturas na escola pública;
-Apostila e material didático;
-Educação gratuita pública para todas as idades;-Muitas escolas construídas;
-Jornal e revistas dentro da escola toda semana;
-E a internet que permite você pesquisar assunto por várias fontes.
Lembro
que um pouco antes de concluir o ensino fundamental surgiu a internet. Três anos
depois ela e os softwares para computadores já estavam com ferramentas bem mais
desenvolvidas. Conto esse fato, pois lembro que dos meus dez aos doze anos, as pesquisas
eram feitas como tendo o start-up na enciclopédia Barsa. Ela era como seu índice
remissivo e o índice funcionava como pesquisador Google. Era nosso ponto de
partida para todos os trabalhos e pesquisas, como se todo conhecimento do mundo
estivesse dentro daqueles livros. Pelo menos, era o suporte que tínhamos na
época para saber mais sobre os conceitos dos conteúdos solicitados por nossos
professores.
O tempo foi passando e quando ingressei na faculdade a internet já estava bem desenvolvida e deixei de usar a Barsa. Minhas pesquisas partiam agora do google ou wikpedia como centro de referência para se pesquisar o assunto. Depois era necessário se aprofundar, para poder se fazer uma validação das informações da internet.
O tempo foi passando e quando ingressei na faculdade a internet já estava bem desenvolvida e deixei de usar a Barsa. Minhas pesquisas partiam agora do google ou wikpedia como centro de referência para se pesquisar o assunto. Depois era necessário se aprofundar, para poder se fazer uma validação das informações da internet.
Agora é o tempo da leitura em
tablets e celulares. Eu já aboli o papel e tudo que escrevo é no tablet. Meus
livros também já estão no tablet, pois posso ter diversos livros armazenados em
um único cartão, de menos de meio centímetro, e isso facilita o peso e o
transporte.O papel ainda não foi abolido cem por cento nas escolas, pois as provas dos alunos, os diários de classe e alguns livros mais antigos, ainda necessitam do uso de papel.
Fico agora imaginando:- como será o nosso futuro se as maneiras de e ler e escrever estão mudando tão rápidas?
Para relatar minhas experiências com
leitura e escrita, vou me reconduzir ao saudosismo. Fui um menino criado em
fazenda e trabalhava duro com o gado. Parei de estudar por motivo de trabalho e
só fui concluir o Ensino médio com 27 anos de idade como aluno da educação de
JOVENS E ADULTOS, e assim que terminei o E.M., decidi que queria fazer matemática.
Ingressei então na faculdade.
Sempre fui muito decidido em meus
objetivos e assim cheguei a ser um dos melhores alunos do curso, pois tinha em
mente que para ser um bom profissional eu precisava estudar muito. Foi quando
comecei a tomar gosto pela leitura, prática até então pouco usada por mim. Lia
e estudava muito e no final do último ano da Faculdade, em 2003, prestei o concurso
para professor Estadual e fui aprovado.
Ingressei como professor efetivo de
matemática no ano seguinte. Passei então a refletir minhas práticas pedagógicas em cursos
de formação, e acredito que hoje já sou um leitor mais hábil. Agora eu tenho a
certeza de que nunca é tarde para incentivarmos nossos alunos a
descobrirem novas formas de ver o mundo através da leitura, e da sua importância
para a nossa realização pessoal e profissional.
Encontros com a leitura, a escrita e com os números
Postado por: Prof. Felipe de Moura Lima
Minha trajetória no universo das letras é bastante
peculiar. Fui criado numa família que, embora pobre, sempre valorizou o saber.
Meu pai lecionou por alguns anos como leigo, mas teve que sustentar a família
como lavrador. Seu labor como docente data-se dos anos cinquenta, e, já naquele
tempo, o professor não era valorizado. Pelo menos os tais “professores leigos”,
esses bravos pioneiros, que alfabetizaram milhões nos mais recônditos rincões
do País.
Ingressei no Curso Primário aos seis anos, um ano
antes da idade “oficial” na época. Insisti tanto com meu pai, que ele pediu
autorização para me matricular assim tão cedo. Mas sofri bastante durante minha
alfabetização. Minha letra era (ou ainda é?) uns garranchos. A minha situação
era tão grave, que fui rebaixado de série. Reclassificaram-me do 2º para o 1º
ano. Caso meu pai não agisse a tempo, o estrago seria irremediável. Mas,
com “aulas particulares” de caligrafias dadas por ele, tudo se resolveu.
Com a Matemática, meu encontro foi um pouco tardio.
Tinha horror às tais “expressões numéricas” e às “contas de dividir”. Mas uma
doce professora, de nome Iolanda, fez-se dissipar toda aquela treva. Isso se
deu quando ingressei na 5ª série. Tremendo, entrei no prédio para o meu
primeiro dia de aula: medo de Matemática. Dado o sinal, entramos para a
sala. Primeira aula: Matemática. Fixei-me na mestra. Tudo o que ela dizia, eu
anotava e não olhava para mais nada. Só olhava para a professora Iolanda. Nem
sei o que ela pensava disso. E veio a prova, e naquele tempo havia prova de
verdade. Estudei bastante e tirei excelente nota. Perdi o medo e ganhei gosto.
Nunca, pelo menos durante o Ginásio e o Colégio, tirei nota baixa nessa
disciplina.
A leitura é minha velha companheira. Comecei lendo qualquer coisa, mas tive bons professores e amigos que me orientaram. Assim, tornei-me mais seletivo, exigente até. Evito best-sellers, autoajuda e demais modismos. Não quero ser pretensioso, mas sou leitor de clássicos e de obras mais engajadas politicamente.
Com a escrita tive aqueles conflitos, mas com o
texto não. Sempre gostei de escrever, embora poucos gostem de me ler. Antes,
havia a desculpa de uma má letra; hoje, porém, o “computador tem excelente
caligrafia”. O problema, sem que eu perceba, deve ser o texto mesmo. Contudo,
bom ou mau, tenho produzido dezenas deles, os quais publico num blog por
sugestão de um irmão. Leitura, escrita e maturidade
Postado por: Profa. Estefania Porcinio Gonçalves
Minha
experiência na escola como aluna foi excelente, adorava leitura e fazer
redação, depois de um tempo sem leituras tive muitas dificuldades no início
da faculdade. Com o tempo, a leitura me ajudou a melhorar na concentração
e interpretação e fui adaptando- me a isso diariamente. Meu desempenho foi então
melhorando, e acabei me encantando pela matemática, que tanto odiava na escola.
Houve
uma professora que me cativou esse encanto. Isso ocorreu pela forma que
ela
abordava os conteúdos.
Agora como professora, vejo a importância da leitura e a expressão da
escrita para enfrentar os desafios e superá-los. Ela ajuda a desenvolver as
habilidades e competências, e também na construção da identidade e na relação
com o mundo, que torna a pessoa um ser ativo e tolerante, fator decisivo na
maturidade.
A
leitura é essencial e precisa ser incentivada, proporciona momentos
significativos para o desenvolvimento e capacidade intelectual. O ser humano
está rodeado pelo mundo da leitura e escrita, que são ativos e estão sempre
prontos para desenvolverem novas habilidades.
Hoje os tempos são outros, a minha
geração não foi igual da minha mãe, a da minha mãe não foi igual da minha avó,
essa geração não vai ser igual a nossa, faz parte da evolução essas mudanças e então
temos que achar meios para nos adaptarmos melhor e ter um convívio agradável.A leitura e a escrita na infância
Postado por: Profa. Eliane Oliveira da Silva

Quando
criança tinha muita curiosidade em saber o que estava escrito nos gibis, então
implorava para minha mãe ler as historinhas para mim. Quando aprendi a ler que
foi com 6 anos e meio mais ou menos, adorava ler os gibis e os livros de conto
de fadas, meu pai, toda semana chegava com um livro novo como “A Branca de Neve
e os SeteAnões”, “A Cinderela” , “Chapeuzinho Vermelho”, enfim de todas contos
infantis e muitos gibis
Eu
fui para o 1º ano já sabendo ler e escrever, meus pais sempre me incentivaram a
leitura.
O hábito da leitura
Postado por: Prof. Edenilson Antônio Bruno
Quando estava no 1° grau, não
gostava de ler, só lia o necessário. No 2° grau eu passei a estudar de noite e
trabalhar de dia, conclusão não gostava muito de ler e agora não tinha nem
tempo, mas sempre fui bom em redações, inclusive passei no vestibular da
Unicamp, pois fiz uma redação muito boa. Mas o hábito de ler, que hoje é um
lazer e um prazer para mim, foi adquirido na faculdade onde a professora Susete
indicou-me a assinatura do Círculo do Livro, aonde todo mês vinha um livro
novo, e eu lia todos.










Ficou ótimo o blog do grupo, estão de parabéns.
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