domingo, 2 de junho de 2013

A LEITURA E A ESCRITA


Mudança de rumo
Postado por:  Prof.  Edvar de Campos

            Nasci no ano de 1960, em São Caetano do Sul, cidade pertencente à região do grande ABC paulista. Oriundo de família de baixa renda, quase desestruturada, mas com pais honestos e trabalhadores, e com os percalços de minha pouca existência, ouvia e aprendia, desde cedo, que:      - “O trabalho era a coisa mais importante na vida de um homem, e que os livros nunca encheriam a “barriga” de ninguém”.
            Assim cresci, e foi nos auges de meus 17 anos, ainda cursando a 8ª série do ensino fundamental, com algum dinheiro no bolso, pois era trabalhador, mas pouco instruído e mal letrado, que tomei a decisão de mudar o rumo de minha vida. Fui então estudar num colégio técnico particular de ensino tradicional, desses que “obrigam” o aluno a ler, a escrever e a aprender.  Foi nesse ambiente que tive o meu primeiro encontro “forçado” com os livros. Esse “forçado” me fez pegar gosto por vários tipos de leitura, que me auxiliaram muito no desenvolvimento do intelecto. Tudo isso me facilitou a entrada e o transcurso de todo o ensino superior, com bolsa de 50% de desconto nas mensalidades, e assim prosseguiu até a minha formatura, com rendimentos de ótimos empregos.
            Hoje tenho a certeza, de que foi esse tipo de ensino, tão criticado pelos “especialistas” da educação, que em sua maioria também o teve, e que fazem questão que seus filhos também o tenham, mas que não o recomendam aos filhos dos “outros”, o grande responsável pelo meu desenvolvimento intelectual e profissional.
            Isso que lhes contei é só um pouco da história de minha vida, que a maioria de meus alunos já sabe, pois eu também aprendi, e ainda estou aprendendo na escola da vida, que uma das obrigações do mestre, é sempre de tentar dar um bom exemplo.
            Acredito também que tanto os autores quanto os professores, deveriam se preocupar mais com os tipos de públicos alvos que os assistem, e tentar, sempre que possível, adaptar os seus escritos, ou as suas aulas, a eles.
            Eu quero ajudar a dar uma esperança de vida melhor aos meus alunos, e trabalho muito para que eles possam ter a mesma oportunidade que eu tive, de mudarem o rumo de suas vidas.
            Deixo agora uma frase que criei para mim, e que sempre repito aos meus próximos quando observo que eles estão se deparando com os transtornos da vida:

- Só da o verdadeiro valor ao “céu” aquele que passou pelo “inferno”.  
         Leitura e escrita no futuro     
Postado por:  Prof.  Jeandro Carlos Moriel Garcia

          Sobre minha infância não lembro muito, pois acredito que já havia muitos recursos até para se aprender sozinho. Lembro-me que os primeiros livros que comecei a ler eram da Barsa. Também me lembro da biblioteca da escola, de seus livros ilustrados sobre insetos que relatavam sobre os reinos das formigas e das abelhas. Tinha eu então 10 anos.
          O que está marcando mais a leitura em minha vida é o momento atual, onde estou utilizando o tablet e o celular. Estou lendo muito mais agora. Praticamente leio todos os dias a folha online e livros no tablet, geralmente da área das ciências exatas.
          Há alguns anos eu acredito que o governo do estado de São Paulo, de modo geral, investiu no acesso a educação, pois eu não presenciei mais as crianças não entrarem na escola só porque tem cinco anos.
         Graças a Deus a educação universalizou e aumentou meios para buscar o conhecimento de conteúdos e habilidades, pois hoje temos:
-Escola para todos e isso é verdade;
-Livro na escola em vários gêneros e literaturas na escola pública;

-Apostila e material didático;
-Educação gratuita pública para todas as idades;
-Muitas escolas construídas;
-Jornal e revistas dentro da escola toda semana;
-E a internet que permite você pesquisar assunto por várias fontes.
          Lembro que um pouco antes de concluir o ensino fundamental surgiu a internet. Três anos depois ela e os softwares para computadores já estavam com ferramentas bem mais desenvolvidas. Conto esse fato, pois lembro que dos meus dez aos doze anos, as pesquisas eram feitas como tendo o start-up na enciclopédia Barsa. Ela era como seu índice remissivo e o índice funcionava como pesquisador Google. Era nosso ponto de partida para todos os trabalhos e pesquisas, como se todo conhecimento do mundo estivesse dentro daqueles livros. Pelo menos, era o suporte que tínhamos na época para saber mais sobre os conceitos dos conteúdos solicitados por nossos professores.
         O tempo foi passando e quando ingressei na faculdade a internet já estava bem desenvolvida e deixei de usar a Barsa. Minhas pesquisas partiam agora do google ou wikpedia como centro de referência para se pesquisar o assunto. Depois era necessário se aprofundar, para poder se fazer uma validação das informações da internet.
        
Agora é o tempo da leitura em tablets e celulares. Eu já aboli o papel e tudo que escrevo é no tablet. Meus livros também já estão no tablet, pois posso ter diversos livros armazenados em um único cartão, de menos de meio centímetro, e isso facilita o peso e o transporte.
        O papel ainda não foi abolido cem por cento nas escolas, pois as provas dos alunos, os diários de classe e alguns livros mais antigos, ainda necessitam do uso de papel.
        Fico agora imaginando:- como será o nosso futuro se as maneiras de e ler e escrever estão mudando tão rápidas?

Nunca é tarde para começar
Postado por:  Prof. José Carlos Eduardo       

         Para relatar minhas experiências com leitura e escrita, vou me reconduzir ao saudosismo. Fui um menino criado em fazenda e trabalhava duro com o gado. Parei de estudar por motivo de trabalho e só fui concluir o Ensino médio com 27 anos de idade como aluno da educação de JOVENS E ADULTOS, e assim que terminei o E.M., decidi que queria fazer matemática. Ingressei então na faculdade. 

        Sempre fui muito decidido em meus objetivos e assim cheguei a ser um dos melhores alunos do curso, pois tinha em mente que para ser um bom profissional eu precisava estudar muito. Foi quando comecei a tomar gosto pela leitura, prática até então pouco usada por mim. Lia e estudava muito e no final do último ano da Faculdade, em 2003, prestei o concurso para professor Estadual e fui aprovado.
      
 Ingressei como professor efetivo de matemática no ano seguinte. Passei então a refletir minhas práticas pedagógicas em cursos de formação, e acredito que hoje já sou um leitor mais hábil. Agora eu tenho a certeza de que nunca é tarde para incentivarmos nossos alunos a descobrirem novas formas de ver o mundo através da leitura, e da sua importância para a nossa realização pessoal e profissional.


Encontros com a leitura, a escrita e com os números
Postado por:  Prof. Felipe de Moura Lima
          
             Minha trajetória no universo das letras é bastante peculiar. Fui criado numa família que, embora pobre, sempre valorizou o saber. Meu pai lecionou por alguns anos como leigo, mas teve que sustentar a família como lavrador. Seu labor como docente data-se dos anos cinquenta, e, já naquele tempo, o professor não era valorizado. Pelo menos os tais “professores leigos”, esses bravos pioneiros, que alfabetizaram milhões nos mais recônditos rincões do País.
              Ingressei no Curso Primário aos seis anos, um ano antes da idade “oficial” na época. Insisti tanto com meu pai, que ele pediu autorização para me matricular assim tão cedo. Mas sofri bastante durante minha alfabetização. Minha letra era (ou ainda é?) uns garranchos. A minha situação era tão grave, que fui rebaixado de série. Reclassificaram-me do 2º para o 1º ano. Caso meu pai não agisse a tempo, o estrago seria irremediável.  Mas, com “aulas particulares” de caligrafias dadas por ele, tudo se resolveu.
              Com a Matemática, meu encontro foi um pouco tardio. Tinha horror às tais “expressões numéricas” e às “contas de dividir”. Mas uma doce professora, de nome Iolanda, fez-se dissipar toda aquela treva. Isso se deu quando ingressei na 5ª série. Tremendo, entrei no prédio para o meu primeiro dia de aula: medo de Matemática.  Dado o sinal, entramos para a sala. Primeira aula: Matemática. Fixei-me na mestra. Tudo o que ela dizia, eu anotava e não olhava para mais nada. Só olhava para a professora Iolanda. Nem sei o que ela pensava disso. E veio a prova, e naquele tempo havia prova de verdade. Estudei bastante e tirei excelente nota. Perdi o medo e ganhei gosto. Nunca, pelo menos durante o Ginásio e o Colégio, tirei nota baixa nessa disciplina.
          A leitura é minha velha companheira. Comecei lendo qualquer coisa, mas tive bons professores e amigos que me orientaram. Assim, tornei-me mais seletivo, exigente até.  Evito best-sellers, autoajuda e demais modismos. Não quero ser pretensioso, mas sou leitor de clássicos e de obras mais engajadas politicamente.
    Com a escrita tive aqueles conflitos, mas com o texto não. Sempre gostei de escrever, embora poucos gostem de me ler. Antes, havia a desculpa de uma má letra; hoje, porém, o “computador tem excelente caligrafia”. O problema, sem que eu perceba, deve ser o texto mesmo. Contudo, bom ou mau, tenho produzido dezenas deles, os quais publico num blog por sugestão de um irmão. 

                Leitura, escrita e maturidade
Postado por:  Profa. Estefania Porcinio Gonçalves

          Minha experiência na escola como aluna foi excelente, adorava leitura e fazer redação, depois de um tempo sem leituras tive muitas dificuldades no início da  faculdade. Com o tempo, a leitura me ajudou a melhorar na concentração e interpretação e fui adaptando- me a isso diariamente. Meu desempenho foi então melhorando, e acabei me encantando pela matemática, que tanto odiava na escola.
          Houve uma professora que me cativou esse encanto. Isso ocorreu pela forma que
 ela abordava os conteúdos.
          Agora como professora, vejo a importância da leitura e a expressão da escrita para enfrentar os desafios e superá-los. Ela ajuda a desenvolver as habilidades e competências, e também na construção da identidade e na relação com o mundo, que torna a pessoa um ser ativo e tolerante, fator decisivo na maturidade.
          A leitura é essencial e precisa ser incentivada, proporciona momentos significativos para o desenvolvimento e capacidade intelectual. O ser humano está rodeado pelo mundo da leitura e escrita, que são ativos e estão sempre prontos para desenvolverem novas habilidades.
         Hoje os tempos são outros, a minha geração não foi igual da minha mãe, a da minha mãe não foi igual da minha avó, essa geração não vai ser igual a nossa, faz parte da evolução essas mudanças e então temos que achar meios para nos adaptarmos melhor e ter um convívio agradável.


                           A leitura e a escrita na infância

Postado por:  Profa. Eliane Oliveira da Silva           
         Quando criança tinha muita curiosidade em saber o que estava escrito nos gibis, então implorava para minha mãe ler as historinhas para mim. Quando aprendi a ler que foi com 6 anos e meio mais ou menos, adorava ler os gibis e os livros de conto de fadas, meu pai, toda semana chegava com um livro novo como “A Branca de Neve e os SeteAnões”, “A Cinderela” , “Chapeuzinho Vermelho”, enfim de todas contos infantis e muitos gibis

        Eu fui para o 1º ano já sabendo ler e escrever, meus pais sempre me incentivaram a leitura.

 O hábito da leitura
 Postado por:  Prof. Edenilson Antônio Bruno

       Quando estava no 1° grau, não gostava de ler, só lia o necessário. No 2° grau eu passei a estudar de noite e trabalhar de dia, conclusão não gostava muito de ler e agora não tinha nem tempo, mas sempre fui bom em redações, inclusive passei no vestibular da Unicamp, pois fiz uma redação muito boa. Mas o hábito de ler, que hoje é um lazer e um prazer para mim, foi adquirido na faculdade onde a professora Susete indicou-me a assinatura do Círculo do Livro, aonde todo mês vinha um livro novo, e eu lia todos.
Devo meu prazer de ler a uma Professora.
       A partir da leitura é que você começa a entender o funcionamento da aprendizagem.
 

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